MUSCULAÇÃO: SEJA CONSTANTE E CONSCIENTE!

Seja constante na busca de seus objetivos e consciente sobre a sua maneira de evoluir!

Consciencia 020315

Por: Marcelo Sendon

A vida por muitas vezes nos exige posições sérias e conscientes, para que assim possamos atingir nossos plenos resultados. Porém, na maioria dos casos, essa instituição de consciência precisa manter-se no de constância, a fim de manter uma progressão sempre gradual e lógica, fugindo da estagnação ou, em casos ainda mais agravados, de problemas como a desistência e a não continuidade.

Apesar de fisiculturismo, ser considerado um esporte, este, pode tranquilamente, também ser classificado como um estilo de vida, pois, além das árduas sessões de treinamento, contamos com o fato de que, uma recuperação específica e adequada, a qual acontece não só alguns momentos depois, mas, por dias e, fora do ambiente de treinamentos, são fundamentais para a obtenção de bons resultados. Isso porque, como o próprio nome diz, o fisiculturismo é um “culto ao físico”. Sendo assim, o que nele se busca são modificações corpóreas através de mudanças e ações adequadas estrategicamente planejadas.

A musculação por sua vez, pode ser entendida como o ato da movimentação muscular ou, trocando em miúdos da “ação muscular” através de movimentos não necessariamente pensados e/ou conscientemente aplicados. Tornam-se, portanto, em sua grande parte, ações automáticas do corpo.

Não podemos dizer que todo fisiculturista necessariamente busca um ambiente de competição, na medida em que, nem todos querem de fato subir ao palco. Entretanto, todo aquele que almeja e prevê mudanças estéticas, cultua ao físico e faz por merecer, pode, de fato, ser denominado um “cultuador ao físico” ou, um fisiculturista. E é justamente essa pessoa que possui, por sua vez, a capacidade de ser chamado de fisiculturista. O musculador é todo indivíduo, portanto, com capacidade de mover-se ou, produzir ação muscular.

Ok, vamos então ao que nos é aplicável:

O fisiculturismo é um dos esportes mais gratificantes a qual um indivíduo pode optar. Entre os inúmeros e intermináveis fatores relevantes à saúde os quais ele pode melhorar, tais como o aumento da resistência cardiovascular, o aumento da força, o aumento das condições articulares, da resistência física, das adaptações neuromotoras, do controle à glicemia e, consequentemente da prevenção ao Diabetes Militus tipo II, do aumento hormonal endógeno, da melhora do sono, da redução do percentual de gordura e outros tantos e intermináveis benefícios, ele ainda faz com que, por aspectos psicológicos, seja uma ótima opção. Isso porque, através dele, conseguimos modelar nosso corpo, aumentando nossa autoestima por exemplo. Isso, sem contar os próprios eventos fisiológicos relacionados com hormônios associados ao bem-estar, à felicidade e, prazer.

Entretanto, dessa mesma forma a qual ele pode ser um esporte de extrema autogratificação, ele também pode ser um esporte de decepção, na medida em que, não por ele, mas por conta de escolhas inadequadas, o tornamos prejudicial a nós mesmos.

Isso normalmente ocorre quando protocolos inadequados são colocados em práticas, mas, mais do que isso, também pode acontecer pela falta de continuidade. E é justamente aí que entra o fato de que, no fisiculturismo (ou, popularmente, na musculação), manter uma consciência do que se está fazendo, associado com uma constância é fundamental e essencial para bons resultados progressivos.

O corpo sofre processos adaptativos durante o treinamento e, consequentemente na recuperação também e é basicamente a isso que se deve o progresso de nossa evolução e dos nossos ganhos decorrentes a estes. É como se, basicamente criássemos um calo nas palmas das mãos e/ou nos pés. Quanto mais os lesionarmos, maiores serão as chances de que ele se recupere com um tecido (no caso, a pele), mais duro, normalmente mais saliente e com uma densidade maior do que a da pele em si, a fim de torna-la mais resistente aquele estímulo, ou seja, a lesões decorrentes de machucar em cima de algo o qual já foi machucado.

O mesmo, por conseguinte, acontece com o tecido muscular. Entretanto, as adaptações não variarão apenas na parte física, mas, na parte neurológica também, visando não engrossar o tecido cerebral, claro, mas, visando a melhora do equilíbrio, de funções do corpo (neurais, hormonais, de controle, cardíacas etc etc etc).

Agora, suponhamos que, quando fizéssemos um calo nas palmas das mãos ou mesmo nos pés, como no exemplo anterior, deixássemos que ele cicatrizasse de forma natural e, sem promover quaisquer impactos no mesmo. Quais seriam os possíveis resultados? Certamente, o tecido iria se recuperar e a pele ia ficar mais fina do que, se causássemos novos estímulos de lesão em tal.

Assim, acontece com o músculo e, com o sistema neurológico também. Só, que ainda com um agravante: No caso do tecido muscular, por exemplo, ele é um tecido que requer uma demanda energética para sua manutenção extremamente grande e isso, claro, não é conveniente ao corpo que pretende sempre economizar o máximo de energia possível. Então, a tendência é regredir aquele tecido (e é por isso que acabamos enfrentando aquele platô de “perder músculos”.).

Ser constante é algo sim muito importante. Dia após dia, necessitamos buscar o progresso, ou seja, evoluir de alguma forma, não só em carga, claro! Entretanto, apesar disso, devemos manter uma boa consciência do que estamos fazendo, ou seja, devemos ter o máximo de noção para não exagerarmos nos treinamentos, na superalimentação e em outros aspectos, podendo isso, inclusive, levar a problemas sérios como over reaching, over training, lesões etc

Essa consciência deve advir de experiência aliada ao que se tem não só de empírico, mas à ciência também. Ela deve ser uma boa diretriz a ser seguida por iniciantes, pois, as chances de erro serão largamente diminuídas.

Assim, conclusivamente, devemos assumir uma responsabilidade na busca por protocolos corretos os quais possam nos evidenciar os caminhos mais seguros e, teoricamente mais corretos que se tem no mundo científico, individualizando às nossas necessidades pouco-a-pouco, através da experiência que adquirimos diariamente.

Essa constância pela busca ao progresso é o que nos incrementará ganhos cada vez mais sólidos os quais poderão permitir não uma manutenção (termo que deveria não existir entre praticantes de musculação), mas principalmente e essencialmente buscando o progresso.

Lembre-se: Cada dia deve ser uma superação!

Bons treinos!

Fonte: http://dicasdemusculacao.org

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