O ERRO DOS ERROS

Na musculação

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Por: Chantal

Dentro da musculação existem centenas de equívocos e erros que são cometidos diariamente, desde que o esporte existe. Alguns desses erros não fazem muita diferença, são erros como a execução de um movimento usando muita velocidade ou uma carga excessiva que leva o atleta a dar impulso e com isso diminuir o estresse sobre o musculo alvo, e muitos outros, nada que a orientação de um instrutor ou atleta mais experiente não resolva. Mas existem erros fatais que levam a lesões, ao fracasso, a desistência do esporte, ou pior, o uso de esteroides anabolizantes para compensar esses erros, ou seja, um erro para encobrir outro, conheci atletas que perderam anos de treino dentro da musculação, por não terem humildade para aprender e corrigir esses erros.

Dentro de qualquer área na vida nós nunca sabemos de tudo, estamos sempre aprendendo e corrigindo nossos erros, o que era certo para nós há algum tempo atrás, pode deixar de ser, pelo simples fato de aprendermos o funcionamento daquilo e de como isso se desenvolve. A musculação não foge a regra, estamos a cada dia aprendendo sobre algo que pode nos ajudar em nosso desenvolvimento muscular, para isso precisamos usar de bom senso, e termos humildade para saber quando estamos cometendo um erro, e corrigi-lo, para que possamos tirar o máximo do esporte, pois a musculação é mais mente do que músculos, por incrível que pareça.

A duvida

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Durante algum tempo dentro da musculação busquei saber o porquê muitos atletas não saiam do lugar, seus corpos permaneciam imutáveis por anos, muitos deles se dedicavam como profissionais, tinham alimentação rigorosa, usavam os melhores suplementos e seus treinos eram puxados, a execução dos exercícios era perfeita, não conseguia ver nada de errado com esses atletas, cabia apenas culpar a genética por essa falta de progresso.

A genética para muitos e até mesmo para mim era como uma maldição, que nos tornavam limitados dentro do nosso amado esporte, será que eu e muitos deles já havíamos chegado a seu potencial genético máximo, e não havia nada a fazer para que pudéssemos chegar ao topo do olimpo como nossos ídolos, Arnold Swarzenegger , Lee Haney, Rick Gaspari e muitos outros, será que aqueles que afirmavam que sem esteroides você não sairia do lugar, estavam certos, será que o esporte que eu tanto defendo e amo, não passava de um antro de drogados que viviam mais na farmácia do que na academia. Alguns acabavam sucumbindo às drogas, outros paravam de treinar, mas existia uma minoria que não via a desistência ou a bomba como opção, continuávamos a treinar por gostar da musculação, sem exigir mais nada em troca, a não ser o bem estar e a saúde que o esporte nos proporcionava.

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A resposta

Como havía dito anteriormente, nós estamos sempre aprendendo, nunca saberemos tudo, por isso sempre estava lendo livros e revista de musculação, indo a cursos, sempre a procura de saber mais e mais, afinal de contas eu podia não virar um Arnold Swarzenegger devido a minha herança maldita chamada genética, mas minha cede de conhecimento podia me tornar talvez um Joe Weider, ou um Mike Metzer, e formar novos Arnolds privilegiados geneticamente.

Foi num desses cursos que tudo mudou, em um determinado momento um dos palestrantes, O Doutor José Maria Santarém fez uma pergunta, até então sem sentido para muitos, ele virou-se para os espectadores e perguntou se nos tínhamos como objetivo treinar ou crescer? (hipertrofia muscular). Todos no auditório, sem exceção, responderam que era crescer, todos com um ar de que pergunta mais absurda é essa? Quase que instantaneamente ele questionou o do por que então treinávamos tanto então? Todos ficaram paralisados, pois como alguém iria critica-los por serem tão dedicados aos seus treinos, um absurdo, uma heresia até então.

Mas o Doutor José Maria Santarém começou explicar de forma bem simples e objetiva como funcionava o mecanismo de hipertrofia muscular, e que o treino era um estimulo, uma agressão aos músculos, o treino causava micro lesões nos músculos, que por sua vez durante o descanso, se utilizando dos nutrientes derivados de uma boa alimentação, e fazia os reparos desses tecidos que foram danificados durante o treino, e já prevendo uma nova agressão, o organismo reparava essas fibras um pouco mais grossas, para que suportasse um novo castigo, e esse processo de agressão e reparação com o tempo ficava visível a olho nu, desde que déssemos tempo suficiente para essa recuperação, acompanhado de uma boa alimentação.

Ou seja, nossa concepção sobre crescimento muscular estava toda errada, partíamos do principio que o treino era o mecanismo principal para hipertrofia, e que o descanso e a alimentação estavam em segundo plano, pensando desse modo só podíamos chegar à conclusão que o fator genético nos impedia de alcançarmos nossos objetivos, mas na verdade o erro estava na inversão da ordem de importância, nos três pilares do desenvolvimento muscular, que era alimentação, descanso e o treino por ultimo, e não treino, alimentação e descanso.

Tudo fica claro

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Desse momento em diante comecei a lembrar de como meu desenvolvimento no meu primeiro ano de treino foi rápido, e como ficava cada vez mais lento conforme eu ia aumentando meus treinos, colocando mais sessões de treino semanais para meus músculos mais fracos, chagando a treina-los três vezes por semana, e meus músculos mais fortes continuavam a se desenvolver mesmo continuando a treina-los como eu treinava nos meus primeiros meses, uma vez por semana apenas, tudo se encaixava, estava dando veneno para meus grupos mais fracos, ao invés de dar o antidoto, o pobres miseráveis não tinham tempo de crescer, estava fazendo tudo errado, baseado na minha lógica incontestável de que os músculos crescem no treino, por isso a matemática era simples para mim, quanto mais treino mais me desenvolverei. Outra coisa que veio a minha mente era o fato de ter presenciado varias e varias vezes, conversas do tipo, como você consegue ter braços tão fortes, e o atleta respondia, e eu nem treino meus braços, faço uma vez por semana e tem semana que nem os treino, indignado o outro atleta dizia que treinava duas e até três vezes por semana os braços, mas eles não cresciam, não sei mais o que fazer! Agora tudo fica claro pra mim, a resposta estava na minha frente o tempo todo, o excesso de treino era o grande vilão dessa historia, o esse excesso não permitia que os músculos se recuperassem para o próximo treino, o máximo que iria acontecer eram eles ficarem estagnados e nunca se hipertrofiarem, dai a razão de que quase todos os atletas tinham como grupos fracos, os grupos preferidos, por que eles sempre treinavam mais seus grupos prediletos e isso causava um efeito inverso do que eles queriam.

Então essa a principal lição que todos os que treinam musculação devem saber, seus músculos se desenvolvem no descanso juntamente com uma boa nutrição, e o maior erro de todos é achar que o treino é o fator principal nesse processo, o treino é apenas um estimulo, uma agressão da qual o corpo ira se defender te dando músculos cada vez maiores.

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